quinta-feira, 26 de março de 2009

Poema Escarlate

Postado originalmente no Oceano-nonsense por Pedro Reis.



Sábado, 4 de Outubro de 2008

Vermelho cor-de-boca

Sangue aflito
Sangue de gente
ou mesmo de mito

Tudo tão colorido
Tão monocromático
Como é aromático
O vermelho cor-de-boca

E a gente corre
E a gente morre
E nem liga
Porque, essas coisas, não se evita

E se faz de tudo (ou de nada)
besteira é coisa pouca
Nada como a voz rouca
De um par de línguas cansadas

E então se atira a seta
Alegria manifesta
E a gente se completa
E tudo que não presta
A gente esquece que detesta

Porque eu só quero ser e estar
Sem parar nem pensar
Onde você é meu ar
Ainda que invisível e impossível de tocar
Que possa te respirar. Afinal, no presente momento,
eu já a aspiro.

5 comentários:

  1. Esse poema me traz lembranças.

    Numa coletânea, esse exigiria uma dedicatória bem especial x:

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  2. P.S.: Feliz pelo fato de o Dave ter postado :D

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  3. Caraca, lembrava do título, mas não me lembro de ter lido o poema no Oceano.
    Excelente, Pedro, sério mesmo.

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