Postado originalmente no Oceano-nonsense por Pedro Reis.
Sábado, 4 de Outubro de 2008
Vermelho cor-de-boca
Sangue aflito
Sangue de gente
ou mesmo de mito
Tudo tão colorido
Tão monocromático
Como é aromático
O vermelho cor-de-boca
E a gente corre
E a gente morre
E nem liga
Porque, essas coisas, não se evita
E se faz de tudo (ou de nada)
besteira é coisa pouca
Nada como a voz rouca
De um par de línguas cansadas
E então se atira a seta
Alegria manifesta
E a gente se completa
E tudo que não presta
A gente esquece que detesta
Porque eu só quero ser e estar
Sem parar nem pensar
Onde você é meu ar
Ainda que invisível e impossível de tocar
Que possa te respirar. Afinal, no presente momento,
eu já a aspiro.
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Só eu lembrava desse?
ResponderExcluirEsse poema me traz lembranças.
ResponderExcluirNuma coletânea, esse exigiria uma dedicatória bem especial x:
P.S.: Feliz pelo fato de o Dave ter postado :D
ResponderExcluirXD
ResponderExcluirMuito loko!
Caraca, lembrava do título, mas não me lembro de ter lido o poema no Oceano.
ResponderExcluirExcelente, Pedro, sério mesmo.